Coisa de Pele



















No toque de tuas mãos
No toque de teus lábios
Me transformo em confusão
Não sou tão otário ou sábio
Apenas me perco em teus carinhos


Sons em profusão
olhos sem caminho
sentir o gosto do desalinho
sentir a força da canção


Mordo tua pele
como a carne de uma maçã
Carrego no peito a sombra
do melhor de todas manhãs
Teu cheiro é suave
como a música de Djavan


Me dominas como se fosse teu
e foge quando quer
sem ao menos um adeus
me deixando um ateu
sem crer em nada


Acostumei com os ventos
que corre nas tuas veias
Acostumei com o pouco tempo
que tenho direito
Acostumei com teu temperamento
que amarga meu peito


Não faz sentido o que sinto
Mas deixei de me preocupar com isto
Esta coisa de pele
é o que me permito
são nuvens de ocasião
são pés que não tocam o chão.


Henrique Rodrigues Soares - Relicário das Dores
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