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Mostrando postagens de Março, 2016

Hugh Selwyn Mauberly (trecho)

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Vai, livro natimudo,
E diz a ela
Que um dia me cantou essa canção de Lawes:
Houvesse em nós
Mais canção, menos temas,
Então se acabariam minhas penas,
Meus defeitos sanados em poemas
Para fazê-la eterna em minha voz
Diz a ela que espalha Tais tesouros no ar,
Sem querer nada mais além de dar
Vida ao momento,
Que eu lhes ordenaria: vivam,
Quais rosas, no âmbar mágico, a compor,
Rubribordadas de ouro, só
Uma substância e cor
Desafiando o tempo. Diz a ela que vai
Com a canção nos lábios
Mas não canta a canção e ignora Quem a fez, que talvez uma outra boca
Tão bela quanto a dela
Em novas eras há de ter aos pés
Os que a adoram agora,
Quando os nossos dois pós
Com o de Waller se deponham, mudos,
No olvido que refina a todos nós,
Até que a mutação apague tudo
Salvo a Beleza, a sós. Ezra Pound. Tradução de A. de Campos

Fingimento

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Nunca fui poeta,
fingi que era para sobreviver.
Existe alguma forma mais bonita
de enganar a si mesmo,
brincar de ser profeta,
ser feliz, viver?
Errei?
Sem a menor falsidade,
tenho certeza de que nunca os enganei,
os amigos
fingiram gostar dos meus versos
por solidariedade.


Ivone Boechat

OFERTA

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O que me ofereces é o que tens,
a cor da rosa vermelha no vaso,
algumas palavras de amor,
metade de um cobertor.

O que me contenta é o sorriso,
que vez ou outra tens,
quando o relógio para
em algum momento feliz.

O que posso ser eu sou
a outra mão, o beijo,
o silêncio,
sem recompensas
ou mirabolantes contos de amor.


Reggina Moon

Hematidrose

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Cansado estou... de tantos problemas Farda infartada com tantos emblemas Viciado por todo um inexorável sistema Entre os números e seus teoremas

Se não me esforço para deixar o beco Da falta de vida de um poço seco Questionando por uma encorpada inconstância Em que tudo soa como vigorosa discrepância

Como me comporto não deixa eco Na arte ventríloqua sou boneco O que suponho não tem importância Morre nas nuvens da ignorância

Encontro com minhas trevas Desarmado, desnudado sem reservas Na pele brota o que me conserva Como uma tênue rubra relva

A transpiração que dolorosa Não suaviza a hora assombrosa Não cria raízes de esperança Nem traz calmaria ou temperança


Henrique Rodrigues Soares – Canibais Urbanos
Março de 2016

A Lista

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Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?

ALELUIA!

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Ele vive e Ele Reina
Aleluia!
Ele aquece e conforta
Aleluia!
Ele chega de manso
Ele bate na porta.
Aleluia!
Ele livra do mal
e desfaz o perigo
Ele vem ao teu lar
Ele fica contigo,
Aleluia!Aleluia!


Ele pega o teu pulso,
Ele espanta o teu tédio,
Ele encontra o teu mal
e oferece o remédio.
Ele faz o alicerce
e levanta a parede
Ele te refrigera
e te mitiga a sede.
Aleluia! Aleluia!


Ele te ressuscita,
Ele te faz forte,
e te livra do medo,
e te livra da morte.
Aleluia!


Ele te vê sofrendo
Ele te revigora,
e levanta o que tomba
e consola o que chora
e perdoa o que peca
e alivia o que punge
e te abraça e te beija
E te marca e te unge.
Aleluia!Aleluia!

Ele apaga o pecado
e o fardo se faz leve
e o vermelho escarlata
é mais alvo que a neve
Ele lava o vestígio
e a nódoa do teu crime
e a insônia que te esmaga
e a angústia que te oprime
e pela sua chaga
Ele enfim te redime!
Aleluia!Aleluia!


Ele meigo te envolve
afável com seu manto;
glória ao Pai, glória ao Filho
e ao Espírito Santo
Aleluia!


Ele é com uma ovelha,
Ele é como uma estrela,
a bem-aven…

Sacrifício Perfeito

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Mãos que foram lavadas E corações injuriosos Pena capital que lavrada Em julgamentos indecorosos

Na nossa páscoa sacrossanta Foi o perfeito cordeiro O eficaz, o imaculado, O derradeiro. Que nos propôs como herdeiro De sua herança na eternidade

Foi naquela cruz Resolvido o nosso imbróglio Retiraste-nos a mancha, A vergonha e o opróbrio

Como calcular a tua dor? Como calcular o teu amor? Minha dívida impagável sem credor Teu sangue nobre nosso penhor

Saraste de nossas imperfeições Com suas chagas e suas dores A salvação em refeições Multiplicaste aos famintos

No teu partir do pão Encontrei o meu perdão No teu cálice de vinho Encontrei o meu caminho
Aquela mesa me trouxe vida Do teu corpo com minhas feridas Fluiu teu sangue carmesim Para me libertar do meu próprio fim.

Henrique Rodrigues Soares – Canibais Urbanos
Março 2016.

Hino litúrgico das vésperas

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Nesta tarde de Cristo do Calvário,

Eu vim para pedir a minha carne é fraca;

mas, veja, meus olhos vêm e vão

meu corpo o seu corpo com vergonha.

Como reclamar sobre os meus pés cansados,

quando eu ver o seu partido?

Como mostrar minhas mãos vazias,

quando o seu estão cheios de feridas?

Como explicar-lhe a minha solidão,

quando na elevação cruz e você sozinho?

Como explicar que eu não tenho amor,

quando tiver arrancado o coração?

Agora já não se lembra de nada,

Eles fugiram meus todos os meus males.

O impulso trazido pray

que me afoga no mendigo boca.

E só peço que não perguntar nada.

Estar aqui com a sua imagem mortos

e vão aprender que a dor é única

a chave sagrada à sua porta santa.







Himno litúrgico de vísperas


En esta tarde, Cristo del Calvario,

vine a rogarte por mi carne enferma;

pero, al verte, mis ojos van y vienen

de mi cuerpo a tu cuerpo con vergüenza.

¿Cómo quejarme de mis pies cansados,

cuando veo los tuyos destrozados?

¿Cómo mostrarte mis manos vacías,

cuando las tuyas están llenas de heridas?

¿Cómo exp…

Velejando para Bizâncio (trecho)

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Aquela não é terra para velhos. Gente
jovem, de braços dados, pássaros nas ramas
— gerações de mortais — cantando alegremente,
salmão no salto, atum no mar, brilho de escamas,
peixe, ave ou carne glorificam ao sol quente
tudo o que nasce e morre, sêmen ou semente.
Ao som da música sensual, o mundo esquece
as obras do intelecto que nunca envelhece.
Um homem velho é apenas uma ninharia,
trapos numa bengala à espera do final,
a menos que a alma aplauda, cante e ainda ria
sobre os farrapos do seu hábito mortal;
nem há escola de canto, ali, que não estude
monumentos de sua própria magnitude.
Por isso eu vim, vencendo as ondas e a distância,
em busca da cidade santa de Bizâncio.
Ó sábios, junto a Deus, sob o fogo sagrado,
como se num mosaico de ouro a resplender,
vinde do fogo santo, em giro espiralado,
e vos tornai mestres-cantores do meu ser .
Rompei meu coração, que a febre faz doente
e, acorrentado a um mísero animal morrente,
já não sabe o que é; arrancai-me da idade
para o lavor sem …

Invernáculo

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Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.


Paulo Leminski

Inveja

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Perda de tempo
esforço a mais, em vão,
vendavais...
ódio mudo
contra-mão,
vento
que derruba tudo
ao chão.

Inveja é
luta desperdiçada
que arrebata o próprio vigor,
impedindo momentos
risonhos...amor.
A inveja puxa a vida
pra trás,
deturpa, divide,
produz tormentos,
ativa a ferida,
ainda mais,
acende lamentos,
tira a paz.

Ivone Boechat

Aprendimentos

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O filósofo Kierkegaard me ensinou que cultura
é o caminho que o homem percorre para se conhecer.
Sócrates fez o seu caminho de cultura e ao fim
falou que só sabia que não sabia de nada.

Não tinha as certezas científicas. Mas que aprendera coisas
di-menor com a natureza. Aprendeu que as folhas
das árvores servem para nos ensinar a cair sem
alardes. Disse que fosse ele caracol vegetado
sobre pedras, ele iria gostar. Iria certamente
aprender o idioma que as rãs falam com as águas
e ia conversar com as rãs.

E gostasse mais de ensinar que a exuberância maior está nos insetos
do que nas paisagens. Seu rosto tinha um lado de
ave. Por isso ele podia conhecer todos os pássaros
do mundo pelo coração de seus cantos. Estudara
nos livros demais. Porém aprendia melhor no ver,
no ouvir, no pegar, no provar e no cheirar.

Chegou por vezes de alcançar o sotaque das origens.
Se admirava de como um grilo sozinho, um só pequeno
grilo, podia desmontar os silêncios de uma noite!
Eu vivi antigamente com Sócrates, Platão, Aristó…

Emergência

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Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.


Mário Quintana

CUME

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É a hora da tarde, essa que põe
seu sangue nas montanhas.


E nesta hora alguém está sofrendo;
uma perde, angustiada,
bem neste entardecer o único peito
contra o qual se estreitava.


Há algum coração em que o poente
Mergulha aquele cume ensangüentado.


O vale já sombreia
e se enche de calma.
Mas, lá do fundo, vê que se incendeia
de rubor a montanha.


A esta hora ponho-me a cantar
minha eterna canção atribulada.


Sou eu que estou batendo
o cume de escarlate?


Ponho em meu coração a mão e o sinto
a verter quando bate.



CIMA


La hora de la tarde, la que pone
su sangre en las montañas.


Alguien en esta hora está sufriendo;
una pierde, angustiada,
en este atardecer el solo pecho
contra el cual estrechaba.


Hay algún corazón en donde moja
la tarde aquella cima ensangrentada.


El valle ya está en sombra
y se llena de calma.
Pero mira de lo hondo que se enciende
de rojez la montaña.


Yo me pongo a cantar siempre a esta hora
mi invariable canción atribulada.


¿Será yo la que baño
la cumbre de escarlata?


Llevo a mi corazón la mano, y siento
q…
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sou um animal de ruínas ilógicas
vocifero o timbre
tambor de meu chão sou um animal que viceja 
nos meus braços há muitos pássaros e uma ópera de dor consciente de existir
em colisão com o tempo
meu confidente e inimigo
Carlos Orfeu

Estou Mais Perto de Ti porque Te Amo

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Estou mais perto de ti porque te amo.
Os meus beijos nascem já na tua boca.
Não poderei escrever teu nome com palavras.
Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me. 


Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
Quero a tua boca aberta em minha boca.
E amo-te como se nunca te tivesse amado
porque tu estás em mim mas ausente de mim. 

Nesta noite sei apenas dos teus gestos
e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
Trago as mãos distantes do teu peito. 

Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
E eu estou perto de ti porque te amo.



Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'

Oração

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Dá-me a alegria
Do poema de cada dia.
E que ao longo do caminho
Às almas eu distribua
Minha porção de poesia
Sem que ela diminua...
Poesia tanta e tão minha
Que por uma eucaristia
Poesia eu fazê-la sua
"Eis minha carne e meu sangue!"
A minha carne e meu sangue
Em toda a ardente impureza
Deste humano coração...
Mas, ó Coração Divino,
Deixai-me dar de meu vinho,
Deixai-me dar de meu pão!
Que mal faz uma canção?
Basta que tenha beleza...


Mario Quintana

 7 Anos de Existência - Nossa Poesia de Cada Dia Nascido no dia 15/03/2009, já são 1843 publicações com esta poesia, temos 82 amigos seguidores e fomos visitados 130.121 vezes.

Obrigado à todos que sempre dão uma passadinha por aqui. Fiquem à vontade e meu muito Obrigado!


Henrique Rodrigues Soares

Mulher ao espelho

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Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.


Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.


Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?


Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.


Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.


Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.


Cecília Meireles
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...quando a melancolia me assola
tudo me invade e vira nada
um nada
que de tão nada
expurgar-Me fora de mim
feito terra desgarrada
viro ilha
ilha que de tão ilha
em vez de flutuar na água
flutua no ar
entre o abismo do céu
e o abismo de mim.
Wanda Monteiro

Que mulher é essa?

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Que mulher é essa
que não se cansa nunca,
que não reclama nada
que disfarça a dor?
Que mulher é essa
que contribui com tudo,
que distribui afeto,
tira espinhos do amor!
Que mulher é essa
de palavras leves,
coração aberto,
pronta a perdoar?
Que mulher é essa?
que sai do palco,
ao terminar a peça,
sem chorar!
Essa mulher existe,
sua doçura resiste,
às dores da ingratidão,
resiste à saudade imensa,
resiste ao trabalho forçado,
resiste aos caminhos do não!
Essa mulher é MÃE,
linda, como todas são.

Ivone Boechat

Os Homens Ocos

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Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor; Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam — se o fazem — não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados. II Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante. Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo — Não este …