Toda Ternura





















toda ternura no olhar
explode o amor pelas paredes
a pele arrepia em delírio
segreda seus desejos
derrama beijos
no horizonte do silêncio
corpo abraça corpo


Luiza Maciel Nogueira

Viver o Simples



























E achava que da vida minha sina,
Era viver invisível neste mundo,
E não conhecia nada de profundo,
Emoções incalculáveis, desmedidas.


E acreditando passar despercebida
Por cenários repetidos, rotineiros,
Não me pressentia do fim derradeiro
Que de mim se aproximava prometida.


Prometida estava a morrer em mim
Essa cegueira da alma, o não ver,
Coisas que são mascaradas pela dureza.


Por que quando a tristeza teve fim
Pude nas pequenas coisas perceber,
Que é nelas que se encontra a beleza.


Andréia Pariz
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2011
Código do texto: T2755652

Tempo


















Tempo fugaz e passageiro,
Cruel e ligeiro amedronta,
Finca estacas e demarca,
E prossegue fugidio, escapa!


Tanto tempo esperado, valorado!
Quanto dele desperdiçado!
Escorrega ligeiro esse tempo...
Foge entre os dedos, escapa!


Tempo, traiçoeiro e bendito!
Apunhala pelas costas,
Incautos personagens dessa vida...
Tempo, vilão ou benfeitor?


Benfazejo, divino, saboroso...
Esse tempo ditoso, desejado...
Valioso tesouro, aproveitado,
Relicário bendito, delicado!


Inez Teves

Diz Mal do Amor que o Feriu Inesperadamente

Era o dia em que o sol escurecia Os raios por piedade ao seu Fator, Quando eu me vi submisso ao vivo ardor De teu...