Oficio
Naturezas de borboleta
forjam casulos em silêncio.
Em segredo, universos tramam
O absoluto florescimento.
Tanta beleza em surdina
que já não se conta o tempo.
O ferreiro tece o concreto
em diurno alheamento.
Também meu ofício de arte
por estas vias se encorpa.
Tanta mobilidade, tantas formas
me saíram do bolso
assim como do nada
no mais desprovido silêncio.
Fernando Campanella
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
Abaixo pálpebras E apago o dia Dentro de mim O escuro avia Minha intimidade Pudesses me tocar Eu diria: – A...
-
Vento frio como acorde de violino, rasga a madrugada de silêncio arrepiando desalinhadas memórias. Vento ...
-
o perfume escapa das flores despedaçadas o azul acorda a asa do pássaro colheres na espiral do café dialogam c...
-
Refeita, vou aquietar-me Chega de querer colo Isso agita O coração aguenta Sofrer muito Ou ...
-
Escuta, Judas. Antes que você parta pro teu baile. A morte nos absorve inteiramente. Tudo é aconchego árido. Cheiro e...
-
Pousa neste leito palavras inúteis e nunca ditas. Pousa neste leito espíritos cansados e desinteressados...
-
Há você Um espaço Para os passos E uma porta Não é por que É uma porta Que você tem que Abri-la Liberdade...
-
Quem falou de primavera sem ter visto o teu sorriso, falou sem saber o que era. Pus o meu lábio indeciso...
-
Colho do olhar a calma mansidão presente, sempre armada na visão. Vejo e muito olho o lombo nas retinas de...
-
Intratável. Não quero mais pôr poemas no papel nem dar a conhecer minha ternura. Faço ar de dura, muito sób...

Nenhum comentário:
Postar um comentário