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Dormente Tormenta















Trens abarrotados
de corpos suados
desliza pelas linhas da angústia.

Parando em cada estação
descarregando farrapos
negros e brancos
cabisbaixos e sem emoção.

A distância das linhas de ação
dividem os homens
e formam o trem
das vítimas da exploração.

Na tormenta do dia
perde-se o tempo
Na dormência da base
perde-se a vida em vão.

Trem de peões
nós nos corações
fundem a existência
no ferro e no aço dos vagões.


Moduan Matus
( Edgar Vieira Matos), 1954, Nova Iguaçu, poeta e contador, um dos integrantes da tribo Desmaio Públiko.

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