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No fulgor do aconchego























De tudo canto ao profundo,
que nele e sempre a voz se crispa.
Nas pernas dela eu moribundo,
e sem arestas não há mais prisma.

De tudo falo e não deleito,
de tuas pernas cândido aos versos.
Se estou preso é por teus seios,
de beijos pálidos nos quais eternos.

No teu gracejo eu inocente,
e pura pálpebra de cintilante.
Nas entrelinhas amor demente,
e tão ardente quanto exultante.


Daniel Muzitano

Saudade em prosa
















Quão tudo fostes o tempo conjugado,
e cada que versos de pausa em desatino.
Contigo eu era bem mais que uma frase,
beijando teu rosto canto a que de límpido.

O carinho que ficou como saudade,
o poema que robustece em caderno.
Se qual relação a que renasce,
do aflora que parte semblante épico.

E jamais esquecerei aquele canto,
teus passos de glória em universo afável.
Teus seios magnos que brando,
tua alma de silêncio imensurável.


Daniel Muzitano

O Tempo seca o Amor

O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...

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