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Beleza Morta





















Uma lágrima agora,
Que do teu rosto para fora
Avista os campos de outrora
Num buquet florido; ofertado ontem
Que murchas nos serenos das noites de lua
Um buquet que nas trevas perfuma
E molha sedentos os meus lábios,
Com teu orvalho;
E segura na chama da tua beleza nua
Essa força que flutua
E que nasce dos ventos moídos pelos moinhos
Que construo ao fim do dia
Na selva que surge das noites que me arrepia
E quando se agitam nos vasos das salas vazias
Demonstram na solidão, uma espécie de fantasia.


Luíz Alexandre de Andrade Lima - 22/11/1995

Dizer Não!




















Vejo-me como um poeta,
Guardo minhas rimas no bolso.
Vejo-me como um poeta
que não gosta de flor, que não tem gosto.
Vejo-me como uma luz,
que pode brilhar intensamente.
Vejo-me como um poeta
que não fala, nem sente.



Luiz Alexandre de Andrade Lima -23/10/1994
Imagem da Internet

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