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O Filho de Patmore















Meu filho, ralhei contigo, 

eu, que sou tão teu amigo! 
Mas, se sou tão teu amigo, 
por que é que ralho contigo?! 

Quando me desobedeces 
já com o homem te pareces... 
Vais ser o homem que pareces: 
vejo que não obedeces! 

Foste chorar para a cama, 
ofendido com quem te ama! 
E teu pai, que tanto te ama, 
salta, tão triste, da cama 

e vai dar-te a sua bênção. 
Ah, vocês filhos não pensam, 
ah, vocês filhos nem pensam 
que um pai é um deus, dando a bênção!


Attílio Milano

Homem!















Se a vida te pedir sempre o teu suor, enquanto
puderes, com a exaustão do corpo o solo rega!
Vês-me? fui sempre assim: se me fatigo, canto,
se o meu corpo trabalha, a minh'alma sossega!

Se a vida te pedir ainda o teu sangue, pega
do corpo e rasga-o nos espinhos com um santo!
O teu sangue e o teu suor de herança à vida lega
e viverás feliz como que por encanto!

Vês-me? por que é que vivo ainda, ante o teu espanto?
porque me esqueço da alma e dou o corpo à refrega!
Mas se a vida pedir-te uma lágrima, nega!

mas nunca dês à vida o suor d'alma que é pranto!
Ela não o vê nem ouve, ela é surda, ela é cega
a vida e toda, toda em si não vale tanto!...


Attilio Milano - In Todos os Poemas

O Tempo seca o Amor

O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...

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