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A víbora dissimulou seu veneno
Num gramado cheio de sol
Entrincheirada em sua vaidade
Ela dialoga com as próprias ilusões
Enquanto aguarda a absolvição
Diante da alvura de sua certeza
Diante do fulgor de sua felicidade serena
Chega-se a esquecer que o vento tem manchas de hemoglobina
Glasgow ou Edimburgo?
Não. Pretória.


Célestin Monga - livro “Fragmentos de um Crepúsculo Ferido”. Traduzidos por Estela Abreu dos Santos, Editora Contraponto













Quem era?
Quem é esse homem deitado?
Quem dorme naquele caixão?
Irmão noivo amante?
O apocalipse antecipa
O inferno consegue ganhar uma posição
O dia estava leve
A noite tem o peso do sangue injusto



Célestin Monga - livro “Fragmentos de um Crepúsculo Ferido”. Traduzidos por Estela Abreu dos Santos, Editora Contraponto

O Tempo seca o Amor

O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...

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