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O Poeta de Hoje
Na página branca de uma tela de computador
Em meio à solidão do quarto
Ou aos ares púrpuros da natureza
Os dedos vão teclando palavras
Que saem caladas repleta de sentimento.
O papel sede para um software
A caneta é um teclado,
Tecnologia que aperfeiçoa
Facilitando sem necessidade
De rabiscos e folhas jogadas ao lixo.
Porém a emoção que saem em inspiração
É a mesma tal qual do passado
Que expressa o belo, a sutileza
A alegria, ou a tristeza
Nas lindas poesias
Que saem da alma do poeta
E extravasam em corações
Dos amantes das letras.
Ataíde Lemos
São Paulo
São Paulo dos arranha-céus
Hoje paro pra te homenagear
Pela importância que mereces
E que o Brasil te dá
São Paulo da esperança e dos sonhos
Palco de acontecimentos relevantes
Cidade dos retirantes. Terra de migrantes
Do nordestino, do mineiro
Enfim, de todo o povo brasileiro.
Mesmo com tanta aglomeração
Ainda que haja agitação
Não perdes a beleza, nem a magia
Não tira o brilho, nem a alegria
De ser escolhida pra viver.
Cidade amada por tantos
Pelas maravilhas de seus encantos.
Se tens seus problemas
Não é de sua exclusividade
Há em toda cidades
Sejam grandes ou pequenas.
São Paulo das noites paulistana
Dos grandes clubes de futebol
Do parque do Ibirapuera
Inúmeras áreas de lazer
Para diversão e prazer.
Ataíde Lemos
Em tuas mãos
A cada momento me vejo mais teu
Meu mundo se firmou no seu
Viajo até estrelas quando estou ao seu lado
Perco medo do perigo, meu coração fica alado.
Você é um oásis de minha inspiração
Sincronia perfeita entre melodia e canção
É um sonho que não quero dele acordar
Tornou-se dona de mim, transformou-se meu ar.
Fez de minha vida plena primavera
Em meu jardim é a flor mais bela
Teu perfume é um balsamo de amor.
Meus olhos reluzem a luz que sai dos teus
Meu corpo aquece do calor que vem do seu
Minha vida está em tuas mãos agora.
Ataíde Lemos
Um Grito de Liberdade
Sete de Setembro um grito de liberdade
Ecoa na voz de Dom Pedro I.
Um brado de independência nas margens do Ipiranga.
“Sejas Tu antes que outro o faça”.
Pois o tempo já espera apenas o momento – seu pai o alerta.
Não se mantém um gigante adormecido
Ou preso por muito tempo
Pois, num vacilo ou a qualquer momento
Ele se livra e arrasa seus dominadores
Destronando seus senhores.
A independência não se conquista
Apenas com o sonho de liberdade
Libertando da dominação de outros povos.
É comum a independência apenas trocar de prisão
Encarcerando numa outra por usurpadores
Filhos da mesma nação
Que na busca do Poder, alicia os pensamentos
Matando pouco a pouco os ideais
E os mais nobres sentimentos.
Sete de Setembro data de comemorar
Mas data de parar, pensar e reavivar
O verdadeiro sentido de liberdade
Que se deseja a esta pátria chamada Brasil
De um povo retumbante e varonil.
Ataíde Lemos
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