Autoria
Por mais que se escoem
coisas para a lata do lixo,
clipes, cãimbras, suores,
restos do dia prolixo,
por mais que a mesa imponha
o frio irrevogável do aço,
combatendo o que em mim contenha
a linha flexível de um abraço,
sei que um murmúrio clandestino
circula entre o rio de meus ossos:
janelas para um mar-abrigo
de marasmos e destroços.
Na linha anônima do verso,
aposto no oposto do meu sim,
apago o nome e a memória
num Antônio antônimo de mim.
Antonio Carlos Secchin
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
Abaixo pálpebras E apago o dia Dentro de mim O escuro avia Minha intimidade Pudesses me tocar Eu diria: – A...
-
"Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se destingue dos demais por uma irradiação específi...
-
Pousa neste leito palavras inúteis e nunca ditas. Pousa neste leito espíritos cansados e desinteressados...
-
Há você Um espaço Para os passos E uma porta Não é por que É uma porta Que você tem que Abri-la Liberdade...
-
Quem falou de primavera sem ter visto o teu sorriso, falou sem saber o que era. Pus o meu lábio indeciso...
-
Vento frio como acorde de violino, rasga a madrugada de silêncio arrepiando desalinhadas memórias. Vento ...
-
Colho do olhar a calma mansidão presente, sempre armada na visão. Vejo e muito olho o lombo nas retinas de...
-
Refeita, vou aquietar-me Chega de querer colo Isso agita O coração aguenta Sofrer muito Ou ...
-
o perfume escapa das flores despedaçadas o azul acorda a asa do pássaro colheres na espiral do café dialogam c...
-
Escuta, Judas. Antes que você parta pro teu baile. A morte nos absorve inteiramente. Tudo é aconchego árido. Cheiro e...

Nenhum comentário:
Postar um comentário