Cheiro




















Teu corpo, poema ardente.
Frenética rima de ais,
Aurora, pedindo mais,
Com louco vigor, fremente.


Teu rosto, sorriso aberto,
Promessa, sonho, desejo,
Tornando-se a cada beijo
Tão quente, quanto tão certo.


E o dia feito uma hora,
Por entre os ais e os gemidos,
Festim, sem par, dos sentidos.


Mas, quando te vais embora,
Só fica o teu cheiro, intenso,
Enchendo o vazio imenso.


Vitor Cintra
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