Fim de Tarde

















Os olhos vagueando o horizonte
Vislumbram lá no cume, atrás do monte,
O sol que se recolhe ao fim do dia.
Pintado de laranja o arenito
Desperta nesse ocaso,como um grito,
Fantasmas, com um toque a fantasia.


Saídas das memórias da infância
Ressoam badaladas, à distância,
Chamando à oração o povo crente;
Na tarde, que se esvai, melancolica
,A par de quanto resta de alegria,
Acalma o coração de toda a gente.


A noite, que ao cair envolve tudo,
Abafa, numa sombra, gesto mudo,
Um tempo que não volta mais atrás;
Do norte soa agora a voz do vento,
Baixinho, quase apenas um lamento,
Com medo de quebrar aquela paz.


Vitor Cintra
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Horizontes

Pai não adianta as botas Se tiraste minhas pernas Num mundo de cotas Transformo-me em percentual Meus sonhos...