Com lento Amor

















Com lento amor olhava os dispersos
Tons da tarde. A ela comprazia
Perder-se na complexa melodia


Ou na curiosa vida dos versos.
Não o rubro elemental mas os cinzentos
Fiaram seu destino delicado,


Feito a discriminar e exercitado
Na vacilação e nos matizes.
Sem se atrever a andar neste perplexo


Labirinto, olhava lá de fora
As formas, o tumulto e a carreira,
Como aquela outra dama do espelho.


Deuses que habitam para lá do rogo
Abandonaram-na a esse tigre, o
Fogo...


Jorge Luis Borges
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