Inverno



















Vestida está, de branco, toda a serra,
Prenúncio do Natal que se aproxima;
O vento, que nos sopra lá de cima,
É gelo que fustiga toda a terra.


O fumo que se escapa de repente,
Do topo duma ou outra chaminé,
Indica que a aldeia põe-se a pé,-
Desperta, como o dia, lentamente -.


Um galo, que ao romper da madrugada
Se esforça por saudar a alvorada,
Já canta no mais alto dos poleiros.


Em ciclo natural, que surge eterno,
Sucedem-se as chuvadas do Inverno,
Depois dos muitos dias soalheiros.


Vitor Cintra
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