Cidade Grande
O menino branco sobe o morro pra comprar preto
o preto desce o morro pra vender branco
os bandidos enquadram na parede
vigiam seus domínios
A policia foge em retirada das terras do latrocínio
As praças, as ruínas, os mendigos pedem esmolas
As igrejas falam de um Deus rico e pede-se em sacolas
Nossos jovens criam um novo alfabeto
nas paredes de prédio e monumentos
criam uma nova selva
da morte tiram seu divertimento
os tempos medievais voltaram
falta apenas a lealdade e a honra
Menina, nesta boca que masca chicretes
muitas coisas podes fazer
muitas coisas podes falar
tua glória e tua perdição
Menina nua, mostra teu corpo para quem?
mostre tua face escondida...
as faces do rubor de tua inocência
As ruas rugem teu destino
as ruas são teus deuses
O teu corpo fascina
os escravos
do desejo carnal.
Henrique Rodrigues Soares - Romaria Lírica
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
I Em seu grave rincão, dois jogadores Regem peças, sem pausa. O tabuleiro Os prende até a aurora no certeiro Âmbi...
-
Como posso, então, retomar o feliz sofrimento Ao ser impedido da bênção do descanso, Quando a opressão do dia nã...
-
azulejos brancos cardumes de passos anoitecidos no canto da varanda por onde formigas brotam como fachos negros e canibaliza...
-
É o vento que vem uivando pelas frinchas do infinito é o vento que vem gemendo na espinha do plenilúnio é o vento...
-
Eu desço dessa solidão Espalho coisas Sobre um Chão de Giz Há meros devaneios tolos A me torturar...
-
Te criei como crio tantos personagens Pus em você pitadas de festim Te fazia dançar feliz nos sonhos Pus em você ...
-
O jardim azevinho - Claude Monet 1877 No meu grande otimismo de inocente, Eu nunca soube ...
-
Para explicar os excessos do meu irmão a minha mãe dizia: está na mudança de idade. Na altura, eu não...
-
Cansado do trabalho, corro ao leito Para repousar meus membros exaustos de viagem; No entanto, inicia-se uma jo...
-
Todo o tempo é de poesia. Desde a névoa da manhã à névoa do outro dia. Desde a quentura do v...

Nenhum comentário:
Postar um comentário