Romaria de Esperança
Sonhos são pássaros que emigram
entre mitos de esperas e liberdade
numa romaria infinita ao encontro
marcado da memória despertada...
... para o cumprimento do instinto
de não necessitar nunca de nada...
Eles dormem acordados como faroleiros
que sabem pela velha cartilha das estrelas
a hora de desancorar do céu seu novo dia
já despertado na restinga da alvorada.
Sonhos às vezes são notícias postadas pela brisa
que desperta com as mãos aquecidas de ternura.
Às vezes são regatos chorando sem sofrimento,
pois não há dor quando a espera sempre alcança.
Mas há sensações de eternidade onde nenhuma
pétala desfolha de sua flor sem que o consinta
o vento passageiro dos arrulhos da esperança.
Não há presságios nem maus pressentimentos
onde os sonhos são pássaros
que emigram na lembrança...
Afonso Estebanez
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
Tempo, vais para trás ou para diante? O passado carrega a minha vida Para trás e eu de mim fiquei distante, ...
-
É o vento que vem uivando pelas frinchas do infinito é o vento que vem gemendo na espinha do plenilúnio é o vento...
-
Aos que falharam, grandes na aspiração, aos soldados sem nome caídos na vanguarda do combate, aos calmos e esfor...
-
I Em seu grave rincão, dois jogadores Regem peças, sem pausa. O tabuleiro Os prende até a aurora no certeiro Âmbi...
-
Nada me dês nem peças. E não meças O que podias dar e receber. Fecha a própria riqueza do teu ser. Um de nó...
-
E assim se fez verbo o dom da palavra para repartir-se porque ele era só. Da vértebra curva veio para ouvi...
-
Sou o dos desesperos enfadados. Há na minh’ alma hortências a fluir. Se eu pudesse deixar os meus cuidados Ia-me repousar, ...
-
O metrô vai Carregado de rostos Este tem uma bolsa E uma conta para pagar Aquele tem uma lembrança Não quer lembrar Mas o...
-
Eu desço dessa solidão Espalho coisas Sobre um Chão de Giz Há meros devaneios tolos A me torturar...

Nenhum comentário:
Postar um comentário