Nos caminhos da Ilha
Da janela vejo ruas sem nome
casas coloridas abrigadas em montanhas,
da janela sinto a brisa e cheiro dos eucaliptos,
o cheiro das ruas sem nome
onde vento balança verdes folhas
e nascem flores em pedras.
Estas ruas tem silêncios mágicos
como poemas ainda imaginados,
acabam no pé da montanha
mas seguem a caminho do mar…
Ruas de casas pequeninas e pequenos jardins.
Ruas sem nomes, sem números
que da janela vejo encantada
enquanto as flores crescem
agarradas às saliências das duras pedras.
O verão pinta o quadro
e eu aqui, o vejo
pela janela emoldurado…
Sônia Schmorantz
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3 comentários:
Obrigado por este carinho!
Um abraço, ótimo domingo
Conheço este lindo poema, a Sônia escreve muito bem, bela escolha.
Recomeçar é renascer para a vida
Reconstruir é reparar os danos
Siga em frente sem olhar p'ra trás
Não te censures, pois somos Humanos!
(Pequenina)
Te desejo um domingo com carinho
Abraços Eduardo
Henrique,
Lindo poema de Sônia, parece que contempla aquelas lindas paisagens e as descreve em versos.
Uma ótima semana meu amigo,
Reggina Moon
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