O Amor através dos Tempos
Rostos perdidos no passado
cartas misteriosas
que de tão lidas
não escondem mais segredo algum.
Cadê aquele cachorrinho?
aquele cachorrinho que destruía calçados
pulava, corria de língua de fora
agora, ele quase não existe
está velho e cansado
sem aquele brilho mimado
hoje, ele se arrasta pelo chão.
Não caça mais a vida como ela é
pura e selvagem
cheia de espinhos e folhagens
pois tem medo de se machucar.
O cachorrinho está tão triste
ele não corre, não pula mais
não abana o rabo
cadê o seu olhar feliz?
não existe mais
seus pêlos estão caindo
e da sua auto estima apenas sobrou
um resto de ossos
e um pedido de compaixão.
Henrique Rodrigues Soares - Relicário das Dores
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
I Em seu grave rincão, dois jogadores Regem peças, sem pausa. O tabuleiro Os prende até a aurora no certeiro Âmbi...
-
É o vento que vem uivando pelas frinchas do infinito é o vento que vem gemendo na espinha do plenilúnio é o vento...
-
Tempo, vais para trás ou para diante? O passado carrega a minha vida Para trás e eu de mim fiquei distante, ...
-
Aos que falharam, grandes na aspiração, aos soldados sem nome caídos na vanguarda do combate, aos calmos e esfor...
-
E assim se fez verbo o dom da palavra para repartir-se porque ele era só. Da vértebra curva veio para ouvi...
-
O metrô vai Carregado de rostos Este tem uma bolsa E uma conta para pagar Aquele tem uma lembrança Não quer lembrar Mas o...
-
Sou o dos desesperos enfadados. Há na minh’ alma hortências a fluir. Se eu pudesse deixar os meus cuidados Ia-me repousar, ...
-
Como posso, então, retomar o feliz sofrimento Ao ser impedido da bênção do descanso, Quando a opressão do dia nã...
-
Nada me dês nem peças. E não meças O que podias dar e receber. Fecha a própria riqueza do teu ser. Um de nó...

Nenhum comentário:
Postar um comentário