Resmungo minha solidão de mundo.
De vida desfeita, me solto no que me rarefeita.
Qual arvore escurecerá a noite?

Não há ópio que opina.
Pó de memórias ruínas.
Ou flecha que me deserda.

De quinas esquinas
me espera sem cabeça
minha primeira pessoa.

Está no esôfago
de vossa excelência,
procurando emergir
pintada a estibordo
de planos de enganos.

A se decorar
ou a se esquecer?
Não há saída,
apenas a curtida
em melífluo uivo
entre as pernas.

E partem
procurando por minúsculas
pontes e gerúndios
que deslize e sorria
músicas de músculos
algas cabeleiras negras.

E a noite se sexa
servindo deste diafragma
de ar telúrico,
para nossa espécie
que resmunga a solidão de mundo.


Lucas Alvim
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