Sobre a brevidade do homem





















O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação.
Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece;
e sobre tal homem abres os olhos e o fazes entrar em juízo contigo?
Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!
Visto que os seus dias estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste limites além dos quais não passará.
Desvia dele os olhares, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha prazer no seu dia.
Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos.
Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco,
ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova.
O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está?


 Jó 14, 1-10
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