PELAS RUAS DE PÉ-DE-MOLEQUE

















Pela ampulheta do tempo
a gente marca o nosso trampo
Ao cruzar da ponte, as ruas de pedra
encenam que a poesia pode ser perpétua

O mesmo tempo
que se diz infinito
pra chegar demora tanto
e quando vem passa tão rápido

Nesse intervalo a gente age
Cortejo hoje é tudo aquilo que nos torna leve
É o nosso passo
pelas ruas de pé-de-moleque

Para te dizer
que um dia vale por um ano
Não há agasalho
contra a força do calor humano


Alan Salgueiro
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