sendo


estar aqui
sendo a víscera do absurdo sem onde
apodrecendo feito fruto ferido
na gengiva suja do chão
sendo nada
mais que finito 
pungido 
punido
insólito 
sendo 
coisa

golem guardando no fosso do barro-
corpo

o sangue e o ethos da merda de tantos séculos
e os mitos despeçados

entre a cadeia existencial
e o heráclito rio contínuo do instante

frag
men
to-
me


Carlos Orfeu
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Janela do caos

1 Tudo se passa Em Egitos de corredores aéreos Em galerias sem lâmpadas À espera de que Alguém Desfira o violoncelo - Ou...