Ser
o cinza do simples
o simples colorido
complexo e fora do eixo.
Ter
as mãos da noite
Mãos
que acariciam meus cabelos
Que tecem um fio de solitário silêncio
na sinfonia sutil
dos desencontros dos mundos
Pulsos pulam para além das palavras,
os (des)entendimentos
abrigados nos meus eus
e comunicam o caos
aos poucos corações
que podem me ouvir.
Quero ser simples
Asa, fogo e vento
Sempre indo
Ó noite,
Me deixe ser um passarinho
Rodopiar fluxos
mergulhar em rios aéreos
E finalmente
ser livre... de mim!


Paula Beatriz Albuquerque
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