Exílio





















Já nada vejo nessa bruma
que ora te esconde.
Quero encontrar-te, mas à noite
não me traz nenhuma
esperança de onde nem quando.


Amor, ah, quanto me deves!
Que é dos pés que, leves, leves,
roçaram por este chão?


Alma, és só tempo e solidão.


Emílio Moura
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