Segunda Rosa do Oriente



























Não vejo o dia de chegar o tempo
em que de rosas seja toda espera
como nos dias em que fico atento
e invento rosas para a primavera.


Não há deleites a não ser o alento
de ver o tempo regressar com ela
da doce esfera do contentamento
ao venturoso amor que regenera.


O amor da rosa que virá semente
do meu jardim secreto do oriente
para os canteiros rústicos do mar.


Talvez a vida seja o mar de rosas
que a despeito das vias arenosas
não se ferem nas pedras do luar.


Afonso Estebanez
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