Meditações sobre Vida e Morte
os distúrbios mentais
os licores carnais
o descanso da tarde
o nascer da madre
respirando o ar matinal
o receber noturno
com o desespero do infortúnio
o veneno guardado no bolso
o egoísmo que não ouço, que não ouso falar
os temores, os dissabores, os rancores
colhidos no coração
são de uma safra sem perdão
são uma sombra sem salvação
mas todos querem viver
nem que sejam com as bocas caladas
com o riso das ciladas
em suas faces
as células aventureiras gritam pela ação
enquanto a morte quer nos aleijar na solidão
o vento envelhece seus sonhos diuréticos
quase caquéticos
seus desejos dietéticos
seus ideais comprados em liquidação
o vento liberta
seu ódio encarcerado
seu medo doutrinado
cheio de observação
Henrique Rodrigues Soares - A Natureza das Coisas
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O Tempo seca o Amor
O tempo seca a beleza, seca o amor, seca as palavras. Deixa tudo solto, leve, desunido para sempre como as areias nas águas. O tempo seca a ...
Nos últimos 30 dias.
-
I Em seu grave rincão, dois jogadores Regem peças, sem pausa. O tabuleiro Os prende até a aurora no certeiro Âmbi...
-
Te criei como crio tantos personagens Pus em você pitadas de festim Te fazia dançar feliz nos sonhos Pus em você ...
-
Para explicar os excessos do meu irmão a minha mãe dizia: está na mudança de idade. Na altura, eu não...
-
Tempo, vais para trás ou para diante? O passado carrega a minha vida Para trás e eu de mim fiquei distante, ...
-
É o vento que vem uivando pelas frinchas do infinito é o vento que vem gemendo na espinha do plenilúnio é o vento...
-
Aos que falharam, grandes na aspiração, aos soldados sem nome caídos na vanguarda do combate, aos calmos e esfor...
-
Eu desço dessa solidão Espalho coisas Sobre um Chão de Giz Há meros devaneios tolos A me torturar...
-
Cansado do trabalho, corro ao leito Para repousar meus membros exaustos de viagem; No entanto, inicia-se uma jo...
-
O metrô vai Carregado de rostos Este tem uma bolsa E uma conta para pagar Aquele tem uma lembrança Não quer lembrar Mas o...
-
(...quisera enxergar meus versos com vistas de outro, sem os olhos tacanhos de dentro...) vou arrancar os sapatos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário