XXIII















Aperto um chumaço de interior.
Não tive destino plástico mercado.
Não me acordo relógio, minhas paredes derramam cabelos.
O azeite serrano cavalo está joelho.
Um ronco de pétalas mortas esperam coroas.
Lagarto, lisas pedras escuras cemiteriam várzeas águas.
Tudo se acaba no pastar da noite, na sua boca vertical.
Me surdam o bater de portas madeiras, seus dentes ferros rangeram-nos velhos.
Fantasmam névoas na mata noite, sua geometria de poeira fria se arma.


Para deter beijo deleite o passo marulho dos peitos derramados.
Para se metal paralisar o desespero de besouros mortos.

A folhagem se renova.
E bicam meus colos frutos.
Queimo estralares de uma roda.
Fervência da nervura deslineariedade pirilampa.
Meus ombros represam rolos fogo de asas chumbo.
Ditirambos pulsos larvam meu rosto sobre as superfícies vegetais.
Para me acordar encachoeirado
arrastando sob sua boca vertical.

Lucas Alvim
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