a incomensurável montanha de Inês, que é morta



Eis assomada no cume do que acumulei
A nuvem causando-me a grande sombra
É de sol a sol que subo carregando o peso
Dos meus erros de bicho tão ignorante

E não creias fosse possível descer
E não creias fosse plausível chorar
Nuvem infinita, montanha rumo ao nada
Nem do cilício te lembres, as costas de sal e lanho

Plantei, plantaste, ninguém sabe que deserto
Mas é sempre tarde para não lhe dar prosseguimento
Enquanto os cabelos cozinham na brisa quente
E só algum sonho nos tira a areia dos olhos.


Adriane Garcia
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