Mais que tua mão
tua alma me conduzia
pelo verde das relvas
era um dia
para misturar-me a ti
na pura sinergia das horas
deitei-me tão calma
buscando o sentido do teu amar
enquanto procedias
ao ritual sacro:
lavava-me com fragmentos
das águas de um riacho.
beijava-me docemente
as falhas e os erros
soprava-me que o amor
pousa na simplicidade
e que tu já estavas em mim.
meu corpo, revolução e torvelinho,
rompia o frêmito do momento
do teu toque
com lágrimas nuas,
transparentes de afeto.
abri os olhos e não te tive ao alcance
Mas tua voz embalou-me o corpo
com detalhes e arrepio
por entre as árvores
de longe
ouvi tua fome berrar o meu nome.


Paula Beatriz Albuquerque
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