Soneto VII
















Vê, no Oriente quando a graciosa luz
Ergue a cabeça incandescida, todos os olhos
Baixam-se ante a nova visão,
Louvando com os olhares a sua sagrada majestade;

E tendo alçado o íngreme e celestial monte,
Parecendo forte e jovem na meia-idade,
Embora os mortais ainda adorem a sua beleza,
A seguir a dourada peregrinação;

Porém, quando do alto, taciturno,
Velho e enfraquecido, ele do dia se retira,
Os olhos, antes fiéis, agora se desviam
De seu poente, e miram em outra direção;

Então, tu, que também abandonas o teu auge,
Morres inassistido, a menos que deixes um filho.


Sonnets VII

My glass shall not persuade me I am old,
So long as youth and thou are of one date,
But when in thee time's furrows I behold,
Then look I death my days should expiate.

For all that beauty that doth cover thee,
Is but the seemly raiment of my heart,
Which in thy breast doth live, as thine in me,
How can I then be elder than thou art?

O therefore love be of thyself so wary,
As I not for my self, but for thee will,
Bearing thy heart which I will keep so chary
As tender nurse her babe from faring ill.

Presume not on thy heart when mine is slain,
Thou gav'st me thine not to give back again.


William Shakespeare - Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta
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