O temporal regou,
Gota por gota,
As distâncias que me abrigam.
Povoou de sentido
Os rios de minhas lacunas.
Brisa densa,
acolheu os aromas de minha ausência. Então pude ser água.
Varreu o barraco do morro
Inundou a rua precária,
mar de indigência cotidiana.
Gritos de variados matizes...
Mas a chuva em mim é silêncio.



Paula Beatriz Albuquerque.
(Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo )
Postar um comentário

Canção amiga

Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos...