Valsa de Adeus





















Tudo é partida de navio, velas
ao vento, coisas desancoradas
que se desgarram. Este copo, esta pedra
que pronuncio não são palavras, nem
versos de amor, nem o sopro
vivificante do espírito. São barcos
arrastados pelo tempo, cascas
de fruta na enxurrada, lenços
de adeus, enquanto o vapor se afasta,
e de longe ilumina essa ausência que somos.


Hélio Pellegrino
Postar um comentário

Visita

O poeta esteve aqui Disse-me que viu sorrir Meus olhos em suas mãos... Como mente este poeta Com sua...