Poeta guardou as asas
Entendeu aquele tempo
Que o véu do silêncio nos cala.
Não forçou sua voz
Em dicotomias
Tampouco impôs aos outros
Os vendavais de sua vaidade.
É o tempo do morro:
existir pelo não-dito dos versos, deitando vida ao papel, sangrado o pulso de sua mal-traçada
e engenhosa sintaxe
no manto da escrita,
Onde os olhos abertos,
mas cegos
não enxergam vida
até que a fúria de sua voz
Esteja enfim renascida



Paula Beatriz Albuquerque

(Sobre uma indisposição repentina de falar poesias em público)
Imagem: Poeta Mauro Mota na Praça do sebo bairro de Santo Antônio CREDITO Carlos Augusto.
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Poética

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