Música





















Grave som de alegria, o violoncelo
Passa lento na alma, em ela freme:
Murmuremos então ao corpo duplo,
Às bocas e às mãos, e aos desmaios,
Às secretas pesquisas que não temem
Nem a vergonha , nem a dor, nem a verdade:
É isto amor, um arco de alegria
Sobre a corda retensa do orgasmo.


José Saramago
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Pai não adianta as botas Se tiraste minhas pernas Num mundo de cotas Transformo-me em percentual Meus sonhos...