Origami
























Dobra que dobra,
redobra
Põe de pé,
puxa as pontas.
Não fica perfeito,
mas faz de conta;
um pouco torto,
mas ninguém vê.
Não faz mal:
é só um pedaço morto
de folha de jornal.
Ficou de lado,
meio largado
na gaveta.
Ao voltar,
as letras de papel terão voado.
Palavra mal guardada
acaba se tornando borboleta.


Flora Figueiredo
Postar um comentário

Canto III

O dorso que se curva elegante desenha na memória a leve dança da bailarina grácil, celebrant...