Soneto Inascido





















O poema subjaz.
Insiste sem existir
escapa durante a captura
vive do seu morrer.
O poema lateja.
É limbo, é limo,
imperfeição enfrentada,
pecado original.
O poema viceja no oculto
engendra-se em diluição
desfaz-se ao apetecer.
O poema poreja flor e adaga
e assassina o íncubo sentido.
Existe para não ser.


Artur da Távola
Postar um comentário

A Hora

A porta do tempo é opaca, mas menino a viu entreaberta. Foi espiar. “- Mãe, cada minuto é feito de sessenta borb...